Bola de Gude

“Três Coquinhos, Bico de Galo, Passo de Gigante, Meça Três Palmos, Donatis!!”

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E ai galera como vocês estão?

Espero que estejam bem.

Minha infância foi repleta de diversas brincadeiras em volta da praça que tinha bem em frente à minha casa, entre elas a Bola de Gude, ou como nós costumávamos chamar “Fubeca”.

Modéstia a parte eu jogava muito bem e tinha uma coleção de diversos tipos de bolinha de gude, Aopaca, Leitosa, Buticão e a minha preferida de Aço, conto essa história mais tarde, rsrs.

Então vamos ao que interessa.

Bola de gude é uma pequena bola de vidro maciço, pedra, ou metal, normalmente escura, manchada ou intensamente colorida, de tamanho variável, usada em jogos infantis.

É também conhecida pelos nomes: berlinde, burquinha, burca, baleba, bila, biloca, bilosca, birosca, bolinha-de-gude, bolita, boleba, bolega, borroca, bugalho, búraca, búlica, búrica, bute, cabiçulinha, carolo, clica, firo, fubeca, guelas, nica, peca, peteca, pinica, pirosca ou (Mangalho), bolinha, piripiri, xingaua, kamikaze, ximbra e bolíndri.

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Existem várias formas de se jogar, mas os objetivos não mudam muito.
Com um impulso do polegar, atira-se uma bolinha tentando atingir um alvo marcado previamente (triângulo, buraco, etc) ou tomar as bolinhas dos adversários, acertando-as ou simplesmente testar a precisão dos movimentos. As jogadas podem ser de feitas de perto, de longe, de uma vez só ou aos “petelecos”.

As modalidades com buracos requerem chão de terra, mas as em que se usa um desenho, como o círculo, podem ser jogadas num chão de pedra ou cimento:  basta desenhar com giz.

As modalidades são tão variadas quanto os nomes que a bola de gude recebe, variando de cidade para cidade, de rua para rua, de acordo com a criatividade das crianças. Uma das brincadeiras mais popularizadas consiste em um círculo desenhado no chão, onde os jogadores devem, com um impulso do polegar, jogar a bolinha. Os jogadores seguintes devem acertar a bolinha, e se conseguirem retirá-la do círculo, elas se tornam suas. Vence aquele que ficar com as bolinhas de seus companheiros. Infelizmente a prática da brincadeira de bolinha de gude vem se perdendo com o passar dos tempos e avanço da tecnologia.

Onde jogar?

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O chão de terra é o ideal, já que algumas modalidades pedem pequenos buracos no caminho. Dá para jogar em terrenos asfaltados e pisos, marcando a arena com um giz, mas isso implica em fazer adaptações nas fases que envolvem buracos, como substitui-los por círculos.
Eu particularmente sempre preferi em chão de terra, ou de areia, pois eu sempre tive a impressão de que as bolinhas de gude também deslizavam melhor em um chão de areia, por outro lado, tem que tomar cuidado ao se jogar em chão mais irregular, como terra e/ou areia, pois sua bolinha pode acabar “quicando” em uma pedrinha ou pegando um desnível do chão e indo parar na direção errada a do seu objetivo.

Material necessário

Bolinhas de gude Ué!!… E o que mais? 😄

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Esse jogo é o de menor orçamento necessário, bolinhas de gude custam apenas R$ 0,01 cada, e se você for amigo do Tiozão do Bazar, pelo menos no bairro onde eu morava na infância todos eram… Um grande abraço Seu Lima… Você pode pegar um pacotão de bolinhas de gude, com mais de 100 bolinhas, por menos de R$ 1,00.

Cada jogador traz de casa sua coleção de bolinhas, que pode crescer ou diminuir, dependendo de seu desempenho em jogo e das regras acordadas no início. Existem bolas de tamanhos e cores diferentes, algumas de uma cor só e outras com detalhes internos chamados de “olho de gato”.

Algumas das mais conhecidas, ou pelo menos que eu acho que são, pois existem tantas que a lista seria longa para esse post.

Bola de Gude Tradicional, não sei o nome seria Tradicional, mas era a mais simples de todas, feita de vidro reciclado encontradas nas cores azul e verde, sem detalhes específicos.

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Bola de Gude Aopaca, feita com vidro leitoso, com efeitos coloridos externos.

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Bola de Gude Leitosa, com detalhes coloridos semelhante a Aopaca, porém feita de mármore.

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Bola de Gude Olho de Gato, ou Americaninha, feita com vidro transparente, com detalhes coloridos em seu interior que lembrava os olhos de um gato.

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Bola de Gude Buticão, Bigolhão, Bigoião ou Bulicão ela se difere pelo tamanho maior, algumas sendo quase o dobro, em comparação as bolinhas convencionais.

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Bola de Gude de Aço, é menor, mais resistente e pesada das bolinhas, no meu bairro eram raras também, só eu tinha e acho que um outro colega nosso, inclusive a que eu tinha, havia ganhado dele.

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Como havia dito em geral, mesmo as modalidades diferentes, os objetivos são bem semelhantes, em geral acertar uma demarcação ou a bolinha do seu oponente, quando eu jogava com minha bolinha de aço, a vitória era quase certa, pois por ser menor e mais pesada a precisão era muito maior, além disso ela sempre “arremessava” as bolinhas concorrentes para longe por conta da força, somando muito mais de três palmos, usávamos a regra de três palmos para determinar as “bolinhas mortas”, isso quando não trincava ou literalmente “estourava” a bolinha oponente, rindo muito por dentro, rsrs.

E quando alguém tentava acertá-la, seu peso impedia que a distância fosse maior que três palmos, na verdade se passa-se de dois já era muito, vou ressaltar aqui que eu só usava a bolinha de aço quando era um jogo mais decisivo, em geral eu jogava com as Tradicionais e não fazia feio, bons tempos.

Naquela época não tínhamos muita noção do que era justo ou não era, uma forma de evitar desiquilíbrio nas partidas e combinar com todos os jogadores para usar o mesmo tipo de bolinha. As “americaninhas” por exemplo são um pouco menores e mais leves que as tradicionais, sendo mais rápidas e precisas também, ótimas para jogos de longa distância, as “leitosas” são mais pesadas e tem uma “estecada” mais forte, sendo também mais resistentes, era mais díficil de quebrar com a bolinha de aço, rsrs, boas para jogos de mata-mata, o “bulicão” é mais resistente também sendo muito boa para mata-mata, porém um pouco desajeitada para quem tem mãos pequenas, e a tradicional é mediana, podendo ser bem aproveitada em qualquer jogo.

Como Jogar?

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Como já disse existem vários jeitos diferentes de jogar, mas a base de todos é tentar acertar bolas nas áreas delimitadas (linhas, círculos, buracos) e nas dos adversários, podendo conquistá-las para si ou não. Depende se os participantes combinaram de jogar para valer, ou seja, concordando em perder as bolinhas se for o caso (“à vera”, “à ganhe”) ou se no fim do jogo cada jogador volta para casa com as mesmas bolinhas que levou (“à brinca”, “à brinques”).

Jogos Com Buracos

Imba ou Loca

Faça um buraco no chão. De uma distância de aproximadamente 3 metros, cada jogador deve tentar “enlocar” a bolinha, ou seja, acertá-la no buraco. Quem conseguir, ganha uma bola de cada jogador. Quem errar vai para o fim da fila. Ganha o jogo quem conquistar mais bolas adversárias.

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Burca, búlica, borroca ou três covinhas

Esse era o meu preferido, primeiramente faça três buracos (covas) em linha no chão de terra com uma distância de cerca de 2 metros entre cada. Para decidir quem começa, cada participante fica de pé e joga uma bolinha em direção à última cova e ganham preferência os que acertarem a cova ou chegarem mais perto, em caso de empate, um dos jogadores pode pedir “Três Coquinhos”, que consiste tentar tirar o oponente de dentro da cova em três tentativas.

O jogador começa lançando uma bola em direção à primeira cova. Se errar, passa a vez para o próximo. Se acertar, tenta novamente, mirando a segunda cova dessa vez, ele continua jogando se acertar dentro da cova. Se acertar uma bolinha adversária no caminho e afastá-la do alvo, melhor ainda.

O objetivo é acertar as três covas em sequência, na ida e na volta. Quando acertar a primeira cova pela segunda vez, chamado de “mata”, ele ganha o direito de “matar” as bolinhas dos adversários. Isso significa que as bolinhas que ele acertar com a sua ficam para ele.

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Oca ou Biribinha

Como na Loca, cava-se um buraco, mas desta vez risca-se um círculo em torno dele. O tamanho do círculo varia (pode ir de 8cm até 3 metros de diâmetro). Os jogadores devem encaçapar suas bolinhas dentro do buraco; ganha o que conseguir fazer mais acertos.

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Box

Faça quatro buracos no chão formando um “L”, três em linha formam a perna maior da letra e um quarto, ao lado do último, forma a perna menor, há uma variação em que se usa cinco buracos, sendo quatro em linha reta e uma na lateral. O jogador deve atirar sua bolinha em direção ao primeiro buraco. O objetivo é percorrer o L acertando cada um dos buracos.

Sempre que erra, o jogador passa a vez para o próximo e, quando chega novamente sua vez, volta a jogar de onde parou. Por isso, vale também atrapalhar a vida dos outros jogadores ao usar sua vez para acertar a bolinha de alguém e afastá-la do alvo.

Quando um jogador consegue percorrer todo o L, ele ganha o direito de “sair à caça”: cada bolinha que ele acertar passa a ser sua.

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Sem buracos no chão

Triângulo

Desenhe um triângulo no chão – o tamanho depende

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Da quantidade de bolinhas a ser colocada, conforme aparece nas imagens.

1.    No primeiro esquema, jogam até quatro jogadores.
Cada bolinha colocada no triângulo pertence a um jogador.
Risca-se uma linha abaixo do triângulo e, a uma distância de três metros ou um pouco menos, cada criança joga uma bolinha.
Quem acertar mais perto da linha joga primeiro; se acertar a bolinha do que jogou antes, fica com ela.

Um de cada vez, os jogadores têm que tirar as bolinhas de dentro do triângulo; perde a vez quando não conseguir acertar.
Quem conseguir tirar as quatro fica com todas.

Se sobrarem duas bolinhas, é preciso jogar de novo, desta vez de perto.
Se conseguir acertar a primeira, deve-se tentar acertar a última.
Se, no fim do jogo um dos jogadores tiver apenas uma bolinha, ele tem de entregá-la ao que ganhou mais.
Esta versão do triângulo é muito apreciada pelos garotos de Sapiranga, na Bahia.

2.    No triângulo da segunda imagem, coloca-se três bolinhas de cada jogador dentro (por isso ele é um pouco maior). A forma de jogar é basicamente a mesma do triângulo menor: acertar as bolinhas que ficam dentro do desenho, mas vale também acertar as jogadas pelos adversários para atrapalhá-los.

Há uma versão mais competitiva, na qual o jogador que conseguir acertar a bolinha do adversário não apenas o excluí do jogo mas também fica com as bolinhas que este ganhou.

Círculo

Esta modalidade tornou-se famosa nos quadrinhos da Turma da Mônica.
Como diz o nome, joga-se com um círculo riscado no chão, onde se coloca um número de bolinhas de acordo com combinação prévia entre os jogadores.

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O modo de jogar é basicamente o mesmo do triângulo: tentar acertar as bolinhas dentro do círculo a partir de certa distância (perto ou longe, dependendo da região onde acontece o jogo).

Como no triângulo, o jogador perde a vez quando errar.
Se a bolinha atirada ficar dentro do círculo, ele não pode apanhá-la; quando for de novo sua vez, terá de usar uma substituta.

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Estrela

Variante do triângulo, onde se desenha uma estrela do tipo pentagrama.

É colocada uma bolinha em cada cruzamento.

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Bolicross – Em um caixa de areia ou local com terra, os jogadores primeiro constroem uma pista ao estilo de motocross ou BMX, incluindo obstáculos como rampas, lombadas, curvas inclinadas, zigue-zagues, etc. As laterais da pista devem ser demarcadas por um muro ou por uma linha na areia. Sorteia-se a ordem de jogo e a seguir, inicia-se a corrida. O objetivo é percorrer a extensão da pista com o menor número de jogadas. São eliminados os jogadores que usarem atalhos ou cujas bolinhas saírem fora da pista após seu arremesso. Caso a bolinha seja lançada para fora da pista devido ao impacto da bolinha de um adversário, a bolinha é recolocada em jogo a partir do ponto mais próximo na linha lateral da pista por onde saiu. Se uma bolinha for lançada para uma posição mais avançada pelo impacto de um adversário, vale a nova posição. Caso quase todos os jogadores sejam eliminados, o jogador restante é declarado vencedor. Em caso de empate, é feita uma jogada extra a partir da linha de largada e vence o jogador conseguir arremessar a bolinha mais longe, sem sair da pista. Não é permitido jogar na contramão para prejudicar os adversários.

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Mata-mata ou Jogo do Mata

E você acha que o Deathmatch nasceu em um game de tiro? Antes de jogos eletrônicos o povo se matava mesmo nas bolinhas de gude. É a mais simples das modalidades: cada jogador deve tentar acertar a bolinha jogada pelo anterior e, assim, ganhá-la para si. O jogo começa com uma bolinha grande colocada no chão, em espaço livre. O primeiro jogador tenta acertá-la, o segundo mira a bolinha do primeiro e assim por diante. O jogo só acaba quando os participantes quiserem.

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A história da bolinha de gude

A origem exata dos jogos com bolas de gude não é clara, mas os relatos e registros históricos, arqueológicos e culturais sugerem que o hábito é muito antigo. As primeiras notícias são do ano 3.000 a.C.: As bolinhas foram encontradas em túmulos egípcios dessa época, segundo o pesquisador Roberto Azoubel. O Museu Britânico tem em seu acervo bolinhas da Ilha de Creta (Grécia) datadas de 2.000 a.C., feitas de materiais diversos. Também há registros da brincadeira no Império Romano, inclusive entre adultos, segundo o historiador Câmara Cascudo, autor do livro “Dicionário do Folclore Brasileiro”.

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Um grupo de crianças aparece brincando com bolas de gude no quadro “Jogos infantis”, do pintor belga Pieter Bruegel, sugerindo que esta era uma brincadeira popular no século XVI, quando viveu o artista.

As Primeiras Bolas de Gude não eram de Vidro 

Embora ninguém saiba a data exata da criação do jogo, há registros de brincadeiras com nozes, sementes de frutas e pedras arredondadas desde a antiguidade. Na Roma antiga, o jogo já era comum – o poeta Ovídio escreveu sobre a brincadeira no século II.

Os romanos brincavam com nozes, que acabaram tornando-se símbolo da infância e dando origem à expressão “nuces relinquere” (que significa “deixar as nozes”) para se referir à passagem para a vida adulta. Com o passar dos séculos, as bolinhas ganharam novos materiais: argila, aço, pedras como ônix, jaspe e ágata, plástico e vidro. As primeiras de vidro encontradas em Roma datam provavelmente do século I a.C., mas a primeira manufatura dessas bolas somente surgiria no início do século XV, além de o jogo ser citado por Shakesperare em Henrique V. As avelãs, castanhas, azeitonas e sementes com formas arredondadas também eram populares. Já foram usados como material para confeccionar bolas madeira, pedras, mármore e cerâmica. O material mais usado atualmente é o vidro. Embora qualquer objeto arredondado pode ser usado para jogar bolinha de gude, o Rafa tem o péssimo habito de usar meus dados de 20 fases.

Para “estecar” outros dados, e o pior, invariavelmente eu acabo entrando na brincadeira e perdendo alguns dados, enfim…

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Foi com bolas de vidro que a brincadeira chegou ao Brasil, trazida pelos colonizadores portugueses. O nome “gude” vem de “gode”, que se referia a pequenas pedras arredondadas. Também eram de vidro as bolinhas de gude usadas pelos norte-americanos, que importaram a brincadeira dos colonizadores ingleses.

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Como se fabrica bola de gude?

A bola de gude tradicional é feita a partir de sucata de vidro, restos de lâmpada, garrafas, janelas e embalagens, por exemplo, que é lavada e triturada. Esse material é derretido a uma temperatura de cerca de 1.200 ºC e despejado em pequenas quantidades (gotas) em canos cortados no meio pelo comprimento.

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Os canos sofrem vibrações, e o vidro derretido escorre para cima e para baixo tomando o formato esférico à medida que a massa esfria. Os modelos com detalhes internos (os “olhos de gato”) são feitos adicionando uma gota pequena de vidro colorido dentro das gotas de vidro derretido.

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O método quase não mudou com o passar dos anos: a principal diferença é que, antigamente, os fabricantes usavam bambus em vez de canos para escorrer o vidro, segundo a fabricante de bolinhas Embalado.

Um levantamento do “Jornal do Comércio” mostrou que são produzidas mensalmente no Brasil 12 milhões de bolinhas de gude, vendidas pelas fábricas por aproximadamente 1 centavo R$ 0,01 a unidade, ou R$ 3 pelo pacote com 300 bolinhas, fora a parceria com o Tiozão do Bazar.

Além dos bolsos da criançada, os outros principais destinos das bolas de gude são as latas de tinta em spray, para ajudar a agitar o conteúdo do recipiente.

 

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E garantir a mistura da tinta com o gás, e objetos de decoração artesanais, balcões, luminárias, arranjos de mesa, entre outros.

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O mercado de bolinhas de gude é sazonal, ou seja, tem variações periódicas de vendas. A procura pelo produto é muito maior durante os períodos de férias escolares, julho e o bimestre janeiro e dezembro.

Curiosidades

Bola de gude virtual

As gerações pós-computador brincam cada vez menos nas ruas. Pensando nisso, o programador carioca José Lucio Mattos da Gama, conhecido como SLotman, resolveu levar a tradicional brincadeira para o mundo virtual e criou, em 2005, o jogo eletrônico Bola de Gude pela empresa Icon Games.

São três modalidades diferentes (mata-mata, búlica e buraco) e podem participar até quatro jogadores simultaneamente. O sucesso é traduzido nos prêmios: o jogo ficou com o segundo lugar no Festival de Jogos Independentes no SBGames 2005, e o primeiro, no CDG 2006 (ambos concursos nacionais). O jogo ainda recebeu a nota 98% do popular site de jogos independentes Bytten em 2006.

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Eleições com bolas de gude

No país africano Gâmbia, as bolas de gude são usadas nas eleições, no lugar das cédulas de votação. Cada eleitor deve depositar uma bolinha no tambor com a foto de seu candidato e as cores do partido, que fazem o papel de urnas.

Para impedir fraudes, são colocados sinos no fundo de cada tambor que soam quando as bolas caem. Um fiscal fica de ouvido atento a cada voto para impedir que alguém coloque mais de uma bolinha por vez.

A contagem de votos é feita com o auxílio de tabuleiros com buracos para algumas centenas de bolas (entre 200 e 500). O sistema, em vigor desde 1965, foi elaborado para driblar o problema do analfabetismo no país.

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Bom pessoal acho que é isso

E ai como se chamava a Bolinha de Gude e suas brincadeiras onde você mora?

Espero que tenham gostado, se possível compartilhem com seus amigos e comentem para nos ajudar no conteúdo

Beijos e Abraços

Duh…